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sistemas integrados

A integração de sistemas tem se tornado uma necessidade cada vez mais comum em empresas que utilizam diferentes ferramentas para organizar vendas, finanças, atendimento e outras áreas da operação. À medida que a empresa cresce, novas plataformas são adotadas para atender demandas específicas, mas nem sempre elas conseguem trocar informações entre si, o que leva a uma operação cercada por sistemas que funcionam bem separadamente, enquanto as equipes continuam transferindo dados de forma manual.

É nesse ponto que começam as divergências. O CRM apresenta uma informação sobre o cliente, o ERP registra outra e a planilha utilizada pela equipe traz uma terceira versão. Além de aumentar o retrabalho, essa fragmentação pode comprometer o faturamento, o atendimento e as decisões da empresa. 

Ao longo deste artigo, você vai entender por que essas diferenças acontecem e como integrar ERP, CRM e planilhas para criar um fluxo de dados mais consistente.

Por que os dados divergem entre ERP, CRM e planilhas?

Cada ferramenta costuma cumprir uma função dentro da empresa. O CRM acompanha negociações e relacionamentos com clientes, enquanto o ERP reúne informações financeiras, fiscais, logísticas e operacionais. As planilhas geralmente complementam esses sistemas por meio de controles, análises e atividades que ainda dependem de processos manuais.

Tudo pode parecer bem, mas quando as informações precisam passar de uma ferramenta para outra sem um fluxo integrado, o risco de divergência ganha espaço. Um vendedor pode atualizar o endereço do cliente no CRM, por exemplo, sem que essa alteração chegue ao ERP. Em outro momento, a equipe financeira pode utilizar uma planilha criada anteriormente e emitir um documento com dados desatualizados.

Entre as causas mais frequentes das divergências estão:

  • preenchimento manual em diferentes sistemas;
  • ausência de um padrão para cadastrar informações;
  • uso de várias versões da mesma planilha;
  • atualização feita em uma ferramenta e ignorada nas demais;
  • falta de definição sobre qual sistema concentra o dado oficial;
  • integrações incompletas ou que apresentam falhas recorrentes.

Quando essas situações se repetem, o problema começa a interferir na execução das tarefas. Por isso, o próximo passo é entender como a falta de integração afeta a rotina das equipes e os resultados da empresa. 

A falta de integração de sistemas pode afetar a sua empresa

Uma divergência pode parecer pequena quando envolve apenas um telefone desatualizado ou uma diferença na escrita do nome de um cliente. Porém, esse tipo de inconsistência tende a seguir para outras etapas e pode afetar propostas comerciais, emissão de notas fiscais, cobranças, entregas e atendimento. Veja quais são os principais impactos da ausência de uma integração de sistemas bem feita:

Retrabalho e correções frequentes: Quando os sistemas apresentam informações diferentes, as equipes precisam interromper suas atividades para descobrir qual registro está correto. Muitas vezes, essa conferência envolve procurar e-mails, comparar planilhas ou pedir a confirmação de outra área.

Falhas nos processos: Um cadastro duplicado pode dividir o histórico de um cliente entre dois registros. Um valor incorreto pode afetar o faturamento, enquanto uma condição comercial desatualizada pode gerar uma proposta diferente daquela que foi negociada. Quanto maior o volume de dados, mais difícil se torna corrigir essas falhas manualmente.

Dificuldade para analisar os resultados: Relatórios produzidos a partir de fontes diferentes podem apresentar números incompatíveis. A área comercial acompanha um total de vendas no CRM, o financeiro visualiza outro valor no ERP e a gestão recebe uma planilha com uma terceira informação. Com isso, parte do tempo que deveria ser dedicada à análise acaba sendo utilizada para validar os próprios dados.

Esses impactos mostram que revisar os cadastros de tempos em tempos é apenas uma correção temporária. Para reduzir a recorrência das divergências, a empresa precisa organizar a maneira como as informações circulam entre as ferramentas.

Como funciona a integração de sistemas na prática

A integração de sistemas cria uma comunicação estruturada entre as ferramentas utilizadas pela empresa. Quando uma informação é cadastrada ou atualizada em uma plataforma, ela pode ser enviada automaticamente às outras etapas que dependem daquele dado, seguindo regras previamente definidas.

Imagine que uma venda foi concluída no CRM. Depois da aprovação, os dados do cliente, do pedido e das condições comerciais podem seguir para o ERP, que dará continuidade ao faturamento. As informações financeiras também podem alimentar um painel de acompanhamento ou uma planilha sem exigir uma nova digitação.

Essa conexão pode ser desenvolvida de diferentes formas:

  • APIs: permitem que dois sistemas enviem e recebam informações diretamente;
  • plataformas de automação e low-code: organizam fluxos entre ferramentas por meio de conectores e regras;
  • RPA: executa tarefas entre sistemas que não oferecem recursos adequados de integração;
  • bancos de dados e pipelines: coletam, tratam e consolidam informações de diversas fontes;
  • aplicações personalizadas: atendem processos que possuem regras ou necessidades específicas.

A tecnologia utilizada influencia o funcionamento da integração, mas a escolha depende de uma etapa anterior: compreender o processo, definir a origem dos dados e identificar como cada informação deve percorrer a operação.

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O que considerar antes de integrar ERP, CRM e planilhas?

Conectar as ferramentas sem revisar o fluxo atual pode fazer com que cadastros duplicados, campos preenchidos incorretamente e regras pouco definidas circulem com maior velocidade. Por isso, o projeto deve começar com uma análise da operação e das informações utilizadas em cada etapa.

1. Identifique onde as divergências começam

O primeiro passo é localizar os pontos em que as informações são repetidas, alteradas ou transferidas manualmente. Também vale observar quais atividades exigem mais conferências e quais erros aparecem com maior frequência.

Começar por um processo específico facilita esse levantamento. A empresa pode analisar, por exemplo, o caminho percorrido desde o fechamento de uma venda no CRM até a emissão da nota fiscal no ERP.

2. Defina a fonte principal de cada dado

Cada informação deve ter uma origem definida. O CRM pode concentrar os dados comerciais e o histórico de relacionamento, enquanto o ERP assume os registros financeiros e fiscais. Essa divisão evita que diferentes ferramentas sejam tratadas como referência para o mesmo campo.

Também é importante estabelecer como as atualizações serão distribuídas. Se um dado for alterado no sistema responsável, a integração precisa encaminhar essa mudança às demais ferramentas que utilizam a informação.

3. Padronize os cadastros

Antes de conectar os sistemas, revise os campos obrigatórios, os formatos aceitos e as regras de preenchimento. Informações como CPF, CNPJ, telefone, endereço e código de produto precisam seguir o mesmo padrão durante todo o fluxo.

Essa organização ajuda a evitar que um sistema recuse o dado enviado por outro ou crie um novo cadastro por não reconhecer uma informação que já existe.

4. Escolha a tecnologia adequada ao processo

Uma integração direta por API pode funcionar bem quando os sistemas disponibilizam recursos para troca de dados. Quando essa possibilidade não existe, uma solução de RPA pode acessar as plataformas e realizar tarefas como consulta, preenchimento e atualização de registros.

Em outros casos, plataformas de automação, serviços em nuvem ou aplicações personalizadas podem oferecer uma estrutura mais adequada. A decisão deve considerar as limitações técnicas e a forma como as pessoas executam o processo diariamente.

5. Planeje o tratamento de erros

Mesmo um fluxo automatizado pode encontrar cadastros incompletos, indisponibilidade de sistemas ou informações em formatos inesperados. O projeto precisa definir o que acontecerá nessas situações e quem será avisado para realizar a correção.

Registros de execução, alertas e indicadores ajudam a acompanhar o funcionamento da integração. Assim, a equipe consegue identificar uma falha antes que ela afete um grande volume de informações.

LEIA TAMBÉM: Como mapear processos de negócios antes da automação e evitar retrabalho 

É preciso abandonar as planilhas?

As planilhas continuam sendo úteis para análises, simulações e controles pontuais. A dificuldade aparece quando elas se transformam em bases paralelas para informações importantes e começam a circular entre as áreas sem critérios de atualização.

A integração de planilhas permite que determinados dados sejam recebidos automaticamente, reduzindo cópias manuais e versões desatualizadas. Para isso, a empresa precisa definir a finalidade de cada arquivo, quem pode alterá-lo e qual sistema será responsável pelas informações utilizadas.

Em alguns processos, uma aplicação integrada pode atender melhor à rotina do que uma planilha. Essa avaliação depende do volume de dados, da quantidade de pessoas envolvidas e da importância daquele controle para a operação. Com os papéis de cada ferramenta definidos, a empresa também consegue estabelecer quais resultados deverão ser acompanhados depois da implantação.

Quais resultados a integração pode gerar?

Quando a integração de sistemas entre ERP, CRM e planilhas compartilham informações de maneira organizada, as repetições de cadastros deixam de existir e a equipe pode acompanhar o processo com dados atualizados. A integração também reduz o risco de uma alteração importante ficar restrita a uma única ferramenta.

Entre os resultados que podem ser acompanhados estão:

  • redução do tempo dedicado ao preenchimento e à conferência;
  • diminuição de cadastros duplicados;
  • queda na quantidade de correções;
  • atualização mais rápida das informações;
  • maior consistência entre relatórios;
  • melhor acompanhamento das etapas do processo.

Esses indicadores devem ser definidos antes da implantação. Comparar o cenário anterior com o funcionamento do novo fluxo ajuda a identificar os ganhos, encontrar pontos que ainda precisam ser ajustados e orientar a evolução da solução. 

Como a iem pode ajudar na integração de sistemas

Na iem, o desenvolvimento de uma integração começa pela análise do processo, dos sistemas utilizados e das necessidades de cada área. Esse levantamento permite identificar a origem das divergências, definir como os dados devem circular e escolher a tecnologia mais adequada para a operação.

O projeto pode envolver desenvolvimento de software, automações com RPA, Power Platform, serviços em nuvem e integração com plataformas corporativas já utilizadas pela empresa. Depois da implantação, o monitoramento e a evolução contínua ajudam a manter o fluxo alinhado às mudanças do negócio.

Sua equipe ainda precisa comparar planilhas e conferir informações em diferentes sistemas antes de concluir uma tarefa? Fale com a IEM para avaliar os pontos de divergência e desenvolver uma integração conectada à rotina da sua empresa.

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Perguntas frequentes sobre integração de sistemas

O que é integração de sistemas?

É a conexão entre ferramentas para que informações e processos possam circular de forma automatizada e padronizada. Essa comunicação reduz a necessidade de preencher os mesmos dados em diferentes plataformas.

É possível integrar qualquer ERP e CRM?

A possibilidade e o formato da integração dependem dos recursos oferecidos por cada sistema, como APIs, conectores e acesso ao banco de dados. Quando não existe uma integração nativa, outras tecnologias podem ser avaliadas.

RPA pode ser utilizado para integrar sistemas?

Sim. O RPA pode executar tarefas entre plataformas que não possuem uma comunicação direta, como consultar registros em um sistema e preencher as informações em outro, seguindo regras definidas.

Quanto tempo leva um projeto de integração?

O prazo varia de acordo com a quantidade de sistemas, a qualidade dos dados, as regras do processo e o nível de personalização necessário. Um diagnóstico inicial ajuda a dimensionar o projeto e organizar as etapas de desenvolvimento, testes e implantação.

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